• Voltar para a home
  • Pensamentos
  • Contatos
    contato@cronicamente.com
  • Arquivo
  • Galeria de vídeos
  • RSS
  • Contatos

    Cronicão é...

    Sávio Pontes
    Textos e editoria.

    Marcelo Faria
    Desenvolvimento e arte.


    Cronicat é...

    Gisele Cupolillo
    Assessoria de comunicação.

  • Links
  • Anúncios Google

28/10/2008 18:29:11

...MENTE

Ronaldog

Mais uma vez o site do cão teve acesso em primeira mão, digo, em primeira pata, a um furo jornalístico do mundo animal! Conseguimos a primeira foto do novo cãozinho do Ronaldo! Com vocês, o Ronaldog!



Segundo informações extra-oficiais, o Fenômeno teria dado queixa na delegacia da Barra da Tijuca e estaria interessado em processar criminalmente a pet shop em que comprou o dentuço animalzinho pois, quando pagou, achou que se tratava de uma fêmea...

Passado o constrangimento inicial, Ronaldo quis o dinheiro de volta e jurou que só gosta de cachorras, alegando que foi induzido a erro quando apresentado ao animal – cujo nome original era Andrea.

Procurada, a loja em que o negócio foi feito afirmou que "a fama de levar gato por lebre de Ronaldo já é velha conhecida de todos" e que Andrea assim foi batizado por ser oriundo de um canil italiano:

“-Na Itália é comum homens se chamarem Andrea ou mesmo Danielle”, disse Darcy de Souza, responsável pela loja carioca.

Até agora não há informações sobre como Ronaldo teria confundido o “membro” de Andrea com uma teta avantajada, nem está confirmado se Darcy de Souza é homem ou mulher. Mas, pelo visto, pouco importa...



Nota do editor: Pensou em jogar no bicho? Nada de apostar no cachorro, porque vai dar veado na cabeça...

por Cronicão | Comente | Envie para um amigo

27/10/2008 20:06:08

...MENTE

O barato de Gracie - versão eqüina

Deu na Folha:

Égua curiosa é resgatada de árvore nos Estados Unidos
“Gracie ficou presa ao espiar o interior do tronco, colocando a cabeça dentro de uma fenda.”



Na verdade, Gracie não teve culpa no ocorrido. Durante a pastagem matinal ela acabou ingerindo inadvertidamente, junto com o capim, folhas de determinada erva alucinógena, além de alguns cogumelos...

Passados alguns minutos, a eguinha doidona entrou numa onda muito louca, passando a achar que estava presa num desenho animado e que ela agora era não mais Gracie, mas sim o Pé-de-Pano.



A partir daí, Gracie começou a brincar de esconde-esconde com o Pica-Pau imaginário que ficava rindo de sua cara, culminando com a descoberta do esconderijo da ave: um mundo maravilhoso de outra dimensão, cujo portal de entrada ficava no tronco de uma árvore próxima...





Nota do editor: pena que cachorro não pasta...

por Cronicão e Cronicat | Comente | Envie para um amigo

24/10/2008 19:45:08

CRÔNICA...

Sem-terra ou sem-cacife?



As primeiras imagens que nos vêm à lembrança quando ouvimos expressões do tipo “sem-terras”, “acampamento rural”, “invasão de terras” são de desordem, lutas, lideranças cansadas e massas de manobra. Ou seja, sucumbimos logo de pronto ao que nos é passado pelos meios midiáticos. Não que seja certo ou errado divulgar os conflitos agrários “como eles realmente são”, isto não está sendo julgado aqui, mas a repulsa que nos acomete quando tomamos ciência de atitudes extremadas – sejam elas por parte dos sem-terras ou até mesmo dos agentes públicos – faz com que sequer desejemos saber um pouco mais sobre as origens dos imbróglios que ora nos são apresentados e, dessa forma, concordamos com opiniões inversas e auto-excludentes, conciliando argumentos de ambos os lados da luta: sem-terras são “desordeiros” e latifundiários são “os caras maus”. Ou seja, todos estão certos, mas todos estão errados. E assim seguimos conduzindo nosso país, fingindo que ele é composto apenas de grandes cidades e que conflitos rurais em nada afetam a coletividade.

Pensando nisto solicitei à Cronicamente Geographical and Historical Division um estudo mais aprofundado sobre Pontal do Paranapanema e percebi que a coisa é muito mais complicada do que imaginamos. Acredito ser desnecessário relatar que a tal região paulista é a central nervosa dos conflitos agrários atuais, mas nem todos sabem que o Pontal já passa por problemas do tipo há quase dois séculos. E o mais curioso é que personagens que hoje são opostos (invasores e latifundiários) não passam de dois lados de uma mesma moeda, jogada para o alto aleatoriamente numa bizarra aplicação prática da Teoria dos Jogos.

Tudo começou nos idos do século dezenove, quando terras devolutas da fértil região do rio Paranapanema foram invadidas por posseiros que, aproveitando-se da fragilidade do controle estatal, utilizaram-se da grilagem para reivindicar a propriedade das mesmas. O mecanismo era simples: documentos falsos (escrituras, termos de compra e venda etc.) eram confinados numa caixa ou gaveta, juntamente com grilos e, após alguns dias, os papéis estavam “envelhecidos”. A partir daí os “grileiros” davam entrada na justiça para provar seu “direito” à propriedade, realizavam benfeitorias nas terras e passavam a se proclamar “donos” daquele chão. A lentidão do Judiciário somada à corrupção (estas duas velhas conhecidas...) permitiram que alguns processos se arrastem até os dias de hoje e, enquanto a segurança do título da propriedade não chegava, a precariedade da posse era compensada à bala (ou por qualquer outro meio não-ortodoxo). Outros aventureiros, ao ouvirem relatos sobre o novo eldorado, partiam em direção à região e novos conflitos surgiam. Estavam dadas as cartas de um jogo mortal com intermináveis rodadas e no qual o cacife inicial não era comprado pelos participantes, mas tomado da União ou de outros jogadores menos “habilidosos” (leia-se violentos ou astutos).

Clique aqui e leia na íntegra

por Cronicão | Comente | Envie para um amigo

26/9/2008 21:48:50

...MENTE

Ladrão burro e vice-versa

Deu na Folha:

Jegue é preso em flagrante acusado de roubo no Egito



Segundo o jornal paulista, o simpático e (nada) “inocente” animal teria sido detido após surrupiar milhos de uma plantação. Seu comparsa, digo, seu dono, conseguiu se livrar das grades pagando fiança de R$17,00.






Conclusões:

1- Além de jegue ele é burro, pois bastava alegar “furto famélico” pra sair dessa fria;

2- Além de jegue e burro, ele é duro, pois não tinha nem R$17,00 pra “sair de rua”;

3- Até onde eu sei, jegue e jumento são a mesma “pessoa”. Imaginem um jumento duro com raiva de alguém que o abandonou (no caso, o dono)... A vingança certamente ficará registrada nos anais (sem duplo sentido, por favor!);

4- Se, em vez de tornar-se ladrão, o burrico tivesse conversado comigo saberia que, se até cachorro pode ter site, ele também poderia ter o seu. Assim, conquistaria nossos 17 leitores (que são os mesmos do Agamenon e do Xexéu) e, se eles fizessem uma vaquinha de R$1,00 para ajudá-lo, teria saído imediatamente do curral, digo, da cadeia;

5- Quem é mais burro no caso acima: quem prendeu ou quem foi preso? Prender um jegue? E depois dizem que eu é que sou irracional...



Nota do editor: "De quem é esse jegue? De quem é esse jegue?" (Genival Lacerda, filósofo paraibano)

por Cronicão e Cronicat | Comente | Envie para um amigo

26/9/2008 20:57:40

CRÔNICA...

O erro das cotas (ou “Sobre galinhas e patos”)



Já faz algum tempo que estamos notando um fenômeno estranho no Brasil: tentando reduzir preconceitos e amenizar as conseqüências históricas de séculos de discriminação, o Governo lança medidas que têm efeito contrário. Entre elas podemos citar as políticas de cotas e até mesmo a condenação do uso de expressões “politicamente incorretas” que já foram, inclusive, listadas numa desastrada cartilha.

O problema é entender por quê ações com tão boas intenções naufragam. À primeira vista, pode até parecer que o resultado oposto das ações tem uma origem macabra, enigmática, uma triste ironia. Mas esta impressão não deve passar da primeira vista. A resposta para o insucesso é fácil: não se consideraram as características “brasileiríssimas”; mais uma vez se buscou importar soluções dos “primos ricos”.

A política de cotas para negros em universidades públicas surgiu como parte do programa dos EUA de “ações afirmativas” e estava intrinsecamente ligada ao conceito de “discriminação positiva”. Traduzindo isto: na realidade daquele país, havia flagrantemente uma desproporção entre os números ínfimos de negros nas universidades e o enorme quantitativo real dos mesmos na sociedade como um todo. Além disso, fatos como a existência da Ku Klux Klan e o final trágico do “sonho” de igualdade de Martin Luther King Junior eram evidências de que algo mais drástico deveria ser feito, antes que se presenciasse um conflito com proporções holocáusticas. Dado este cenário, criaram-se estratégias de ataque direto ao racismo, implementando de maneira forçada a aceitação de negros em todas as camadas da sociedade. O chamado Movimento Negro surgido naquela época logo compreendeu que a lógica deveria ser, pelo menos de início, a do enfrentamento e da valorização de suas raízes e sua presença ajudou muito no desenrolar da suavização progressiva das discriminações com ideologias fortes e coesas, como a dos Panteras Negras. (...)

Clique aqui e leia na íntegra

por Cronicão | Comente | Envie para um amigo

14/9/2008 19:12:22

...MENTE

Igualdade de “cãodições”!

Deu no G1:

Juiz chama cachorro para depor como testemunha em caso de assassinato

'Scooby' teria latido ao ser confrontado com suspeito em tribunal.
Segundo juiz, é a 1ª vez na história que cão 'depõe' como testemunha.




Entidades internacionais de proteção às testemunhas já estão providenciando cuidados especiais para garantir que Scooby não sofrerá represálias. Sua ração está sendo previamente analisada e até mesmo uma bomba em formato de bolinha de tênis já teria sido jogada à sua frente numa tentativa de calar seus latidos antes do julgamento.

De acordo com a sucursal francesa da United Dog Press, até mesmo os Sindicatos de Gatos daquele país teriam manifestado apoio a Scooby e tecido loas à decisão do juiz que, segundo eles (aproveitando a oportunidade para provocar), “racionalmente decidiu-se por dar legitimidade ao latido sincero de um ser irracional”. Mesmo contrárias às alegações de irracionalidade, as entidades caninas européias festejaram o apoio felino.

Vamos cãomemorar! Esta é sem dúvida mais uma vitória da causa cachorritária! Igualdade de cãodições entre cachorros e humanos já!



Nota do editor: Qual a surpresa? Aqui no Brasil tem até cachorro que é editor de site... Au!

por Cronicão | Comente | Envie para um amigo